Uma empresa encaixa bateria e motor entre o caminhão e a carreta para reduzir o consumo de diesel. Na Nigéria, uma maquiadora usa inteligência artificial para preparar sua primeira contratação. Também tem robô projetado para sentar quando alguém se aproxima e câmera de vigilância que guarda a chave dos próprios arquivos. No Brasil, a Anatel manda bloquear chamadas e o Spotify anuncia uma nova forma de remunerar podcasts.
01CASES · Negócios
O caminhão ganha motor elétrico no engate: a fabricante americana de equipamentos para transporte Revoy encaixa bateria, motor e rodas entre a cabine e a carreta. O caminhão mantém o motor a diesel. Quando a carga acaba, o motorista troca o conjunto por outro carregado. A transportadora paga pela distância percorrida, sem comprar o equipamento. Em teste com a locadora de caminhões Ryder, a fabricante relata redução de até 95% no consumo de diesel.
O resultado é relatado pela própria Revoy. A cobrança acompanha o preço do diesel, portanto a redução de consumo não equivale a economia na conta de combustível.
Uma maquiadora usa IA para contratar gente: a nigeriana Nureeyah Ogunmuyiwa, que atende noivas em Lagos, nunca tinha feito uma contratação. Pediu ao ChatGPT a descrição da vaga, perguntas para entrevistas e uma lista para avaliar candidatos. Hoje, o negócio tem uma pessoa contratada para ajudá-la. A reportagem desta semana mostra também o uso da ferramenta para calcular preços e preparar propostas. O gasto mensal com os assistentes de inteligência artificial é de US$ 0.
Falsificar o número pode deixar uma central de vendas sem fazer ligações: a Anatel, agência que regula as telecomunicações no Brasil, manda bloquear chamadas de empresas ligadas a 4,3 milhões de ligações com identificação adulterada. A fraude troca o número que aparece na tela de quem recebe, escondendo a origem real. A medida atinge a ELO, central que vende produtos da TIM, e a Voros, prestadora que a agência considera clandestina. Para a ELO, o bloqueio dura um mês.
O robô pode sentar quando você chega perto: a Agility Robotics, fabricante americana de robôs para fábricas e armazéns, apresenta o Digit 5. Sensores e inteligência artificial identificam pessoas próximas; a máquina pode desviar, parar ou assumir uma posição sentada. O projeto pretende permitir trabalho perto de humanos sem as barreiras físicas usadas na automação tradicional. A empresa anuncia bateria para 90 minutos de operação e prevê os primeiros clientes no primeiro semestre de 2027.
São capacidades anunciadas pela fabricante para um produto em desenvolvimento, ainda sem resultados de uso comercial dessa versão.
A câmera de vigilância guarda a chave junto do cofre: o equipamento da Flock, fornecedora de câmeras que registram placas para a polícia americana, armazena a chave de criptografia junto de arquivos protegidos. Hackers retiram uma câmera da rua e copiam seu conteúdo. Ao examinar os arquivos, o pesquisador de segurança Micah Lee encontra também credenciais guardadas em texto legível. O aparelho usa uma versão antiga do Android, sistema dos celulares, com correções de segurança paradas em 2018.
A análise cobre um equipamento. A Flock afirma não ter recebido detalhes suficientes para avaliar as alegações.
Seu podcast em vídeo ganha outra porta de receita no Brasil: a plataforma de áudio Spotify anuncia a chegada ao país de seu programa de remuneração para criadores elegíveis. A expansão está prevista para os próximos meses. O modelo combina pagamentos por vídeos vistos por assinantes com anúncios para outros ouvintes. Também permite administrar patrocínios incorporados aos episódios, aqueles apresentados pelo próprio programa. O criador fica com 100% dessa receita de patrocínio, segundo as regras anunciadas pelo Spotify.
Os lares americanos têm renda recorde, já descontada a inflação: o Census Bureau, órgão oficial de estatísticas dos Estados Unidos, calcula a renda anual mediana dos domicílios em US$ 87.460 em 2025. Metade fica acima desse valor, metade abaixo. A alta real é de 2,6%. A pesquisa pública entrevista moradores de domicílios selecionados por sorteio e pergunta sobre o ano anterior; considera dinheiro recebido antes dos impostos. O resultado divulgado nesta semana é o maior da série iniciada em 1967.
Esta edição não traz uma medida brasileira de produtividade que permita comparar esses usos de tecnologia com os resultados de empresas daqui. Os casos mostram mecanismos e experiências, mas não dizem quantas empresas médias brasileiras conseguem adotá-los.
A pergunta da semana
Você já usou IA para preparar uma vaga ou uma entrevista de contratação?